“Esaú e Jacó”, de Machado de Assís (Resenha)


Por Lucas Bravo Rosin, para o Leituras Quase Obrigatórias


Informações do texto
Autor: Machado de Assis
Idiomas: Português
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Machado de Assis foi um homem a frente de seu tempo. Mulato de origem pobre, criado no morro do livramento por um pai viúvo e operário, Machado aproveitou muito bem todas as oportunidades que teve em sua vida, e morreu presidente da nobre Academia Brasileira de Letras. Tudo isso, ressalta-se, num Brasil escravocrata. Afora sua surpreendente trajetória, sua genialidade literária reforça a indicação de hoje.

Quase todos os alunos do ensino médio já tiveram algum contato com a obra machadiana. Afinal, será que a Capitu traiu o Bentinho? Por que tanto apreço por esse tal de Conselheiro Aires? De onde o autor tira tantas referências diferentes, da mitologia grega à Belle Époque Francesa? Enfim, cada qual com sua leitura, é inevitável: ao terminar um livro de Machado de Assis, segue-se com diversas inquietações. Pois Machado é desses autores que mexem com o nosso inconsciente; faz-nos viajar às épocas e contextos de um passado longínquo. É pensando nessa dimensão que se sugere a leitura da obra Esaú e Jacó, do referido autor.

Ambientado nos últimos 20 anos do império brasileiro, o livro nos convida a viajar pela então capital federal, o Rio de Janeiro imperial. O Catete, o largo do Machado, a praia do Botafogo, o baia do Flamengo, o cenário do declínio imperial. O livro fala sobre o nascimento de dois Gêmeos, Pedro e Paulo – ou Esaú e Jacó – filhos da Baronesa de Santos. Em conflito desde a gestação, os gêmeos crescem e se desenvolvem em uma eterna disputa entre eles. O primeiro estudará medicina no Rio de Janeiro e defendia com fervor a continuidade da monarquia; o segundo foi estudar direito em São Paulo e voltou ao Rio defendendo ferrenhamente o republicanismo.

A evolução do conflito entre os gêmeos coincide com o declínio da coroa e a ascensão dos militares republicanos. Em meio a esse contexto belicoso, surge a figura de Flora, filha única da “gente Batista”, família de um ex-ministro, membros da nobreza decadente nacional. O resultado do conflito entre os modelos políticos já sabemos qual foi, contudo, qual terá sido o resultado da disputa amoroso entre os gêmeos? Será que Pedro, se valendo do ditado, teve sorte no amor e azar na guerra? Ou talvez Paulo terminou a história duplamente feliz? Se interessou? Ficou curios@? Pois então, a dica está dada!

 

Para ler: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994. Disponível em: http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/romance/marm09.pdf

Para saber mais: Se você ainda não leu obras como Dom Casmurro, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Alienista, entre outras, não sabe o que está perdendo; Machado de Assis é leitura obrigatória!

 

 

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